Novas oportunidades e opções para sua empresa Inovar

Novas oportunidades e opções para sua empresa Inovar

Um dos temas mais debatidos por proprietários e executivos de empresas tem sido “Inovação” ou, mais especificamente, “como?”, “por que?” e “onde?” inovar. Assim como outros temas já foram a bola da vez, inovar tornou-se o objetivo de qualquer empresa que esteja no mercado, mesmo que na maioria das vezes os líderes não tenham sequer ideia de como começar. Os casos mais emblemáticos de empresas que se reinventaram ou daquelas que descobriram novos produtos e mercados tomam as rodas de conversa e fica difícil não se sentir tentado a querer embarcar na mesma história.

No entanto, quando você olha para a estrutura de uma empresa normal vem a pergunta: é possível inovar internamente? Não estamos falando das empresas reconhecidas por terem processos de inovação, como a 3M ou General Electric, mas sim da grande maioria das empresas que se aprimoraram nos processos de produção e entregam um bom produto ou serviço, mas quando encaram o desafio de inovar se vêem presas aos métodos e processos tradicionais e, por consequência disso, não conseguem chegar na “terra prometida” que os grandes profetas mencionavam.

Portanto, a pergunta sobre a capacidade para inovar internamente segue viva entre os líderes das empresas porque para que isso aconteça não basta simplesmente alocar no orçamento uma verba e designar um responsável para o processo. Se a empresa não conseguir criar condições para que a inovação aconteça dificilmente conseguirá chegar em resultados positivos, e por condições eu me refiro a um time (independente do tamanho) disposto a desdobrar novas oportunidades, a empresa como um todo entendendo a importância e aceitando os desafios e, por fim, tempo disponível para o time trabalhar sem as distrações do dia-a-dia.

Quem conhece a rotina de uma empresa sabe que achar tempo para novos projetos é sempre um problema, até porque quando algo acontece todo mundo precisa parar para apagar o fogo e os projetos de inovação acabam ficando para trás. Outra realidade é que, querendo ou não, nossos colaboradores estão acostumados a realizar determinado tipo de trabalho e buscar constantemente novos métodos e testá-los dá trabalho, retira as pessoas da sua zona de conforto e por conta disso é difícil que aconteça.

Por esta razão acredito que esse dilema pode ser resolvido a partir de parcerias com startups inovadoras ou pequenas empresas cujo foco não está no “processo para produzir e distribuir mais”, mas sim na validação de novas soluções para os mercados. De modo resumido funcionaria assim: caso essa parceria dê certo pode-se incorporar a solução à empresa; caso o resultado não se mostre tão promissor o projeto não prejudica o andamento das atividades. Este método já vem sendo usado porque diminui os riscos de colocar o funcionamento da empresa em perigo e ao mesmo tempo pode levá-la para outros mercados ou guiar a organização numa possível reinvenção.

É claro que, passada a breve apresentação da ideia, vem os pormenores que costumam ser a parte crucial para o movimento funcionar. O primeiro deles é ter pessoas dentro da organização atentas ao que está acontecendo no mercado e com uma clara visão do que eles vislumbram para o futuro da sua empresa, já que somente com esse senso de direção é possível avaliar que espécie de parceria pode ser interessante. Depois disso caberá encontrar um método para realizar a aproximação com essas novas empresas: pode ser apresentando os problemas e buscando ideias para soluções através de um concurso, pode ser a partir de parcerias com parques tecnológicos, pode ser contratando um consultor externo que vai garimpar pequenas empresas que possam oferecer soluções para os seus problemas, etc etc etc.

O “como vai ser feito” pode e deve variar porque cada empresa tem a sua realidade, mas o importante é ter esse processo bem organizado e que ele seja uma expressão real do que se deseja. Uma solução “enlatada” pode resolver problemas específicos de um determinado setor, mas se o objetivo é reinventar a maneira de ser da empresa é interessante que se invista tempo para definir o norte e, principalmente, que esses objetivos sejam comunicados para toda equipe a fim de deixar claro o que se quer e como vai se chegar lá.

 

Rafael Zanatta

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