O papel da Inovação e Tecnologia no Desenvolvimento das Cidades

O papel da Inovação e Tecnologia no Desenvolvimento das Cidades

As cidades, a cada dia que passa, estão se dando conta de que precisam buscar novas alternativas para continuar a crescer e se desenvolver. A T.E.C.N.O.L.O.G.I.A entrou de vez na pauta das cidades que buscam encontrar mecanismos para criar e trazer empresas ligadas a esse setor no intuito de proporcionar um novo salto na qualidade de vida das pessoas. Isso porque a antiga estrutura econômica do município vinha de modelos de produção que estão ficando cada vez mais raros, como indústrias de grande porte que garantiam emprego e renda para a população e impostos para as cidades.

A primeira parte dessa migração já foi feita. As cidades que perderam suas “grandes indústrias” migraram para economias de comércio e serviço, mas mesmo esses setores vem sendo ameaçados no momento que pensamos nas facilidades do Comércio Eletrônico que já representa um faturamento de 49,7 Bilhões de Reais  e já possui quase 50 milhões de pessoas que compram nessa plataforma.

O que fazer então?

Algumas cidades já se deram conta, outras ainda vão chegar lá. Fato é que precisamos trazer a Inovação e Tecnologia para a pauta de discussões. Quem não fizer isso vai ver sua população potencial indo embora para núcleos de inovação de outras regiões e desperdiçar a capacidade de criar novos negócios e manter a roda da economia girando.

No Brasil existem atualmente 30 Núcleos de Inovação e outros 90 em fase de estudo. São cidades ou regiões que estão buscando formar um Ecossistema de Inovação (falei sobre isso nesse artigo) capaz de fomentar a criação de novas empresas de cunho tecnológico. Por trás desses projetos está o sonho de empreendedores e gestores públicos em criar o novo Uber, o novo Facebook ou o novo AirBnb.

No entanto, o problema não está no desejo dessas cidades, mas na maneira como elas querem atingir esses objetivos. Normalmente a primeira coisa que se faz é comprar livros sobre o Vale do Silício e embarcar numa viagem de imersão naquela região. Na volta, os gestores e empresários sabem exatamente o que fazer e é bem simples: basta pegar algumas centenas de milhões de reais para financiar mega projetos nas universidades locais, atrair companhias multinacionais do ramo de tecnologia e empresários anjo milionários para financiar as novas startups que surgirão em 1 ou 2 anos e mudarão para sempre a vida da comunidade.

Simples né? Só que não…

Ao invés de fantasiar sobre projetos mirabolantes as cidades deveriam pensar no que realmente está ao seu alcance e começar a colocar em prática esses projetos. Não dá pra esperar ter dinheiro pro “projeto inteiro” porque nesse caso não começa nunca. Seguindo por essa lógica qualquer cidade pode fazer a sua parte para que o Brasil como um todo seja um país que aos poucos caminha para tirar a diferença que temos diante de países que há décadas já investem em tecnologia como estratégia para melhorar a renda e consequentemente a vida das pessoas.

“Galpão de Inovação” da Acate em SC. Modelos que já funcionam para fomentar o Empreendedorismo e Inovação nas cidades

Vale a pena olhar exemplos como o Vale do Silício, mas no Brasil ainda estamos engatinhando na busca por um “modelo ideal”. Cada região tem sua peculiaridade e é interessante que os modelos busquem reforçar as características de cada região até pelo envolvimento e familiaridade que toda a comunidade já possui com aquele tema. Desta forma, se a cidade é reconhecida pelo Leite, por exemplo, pode investir em institutos/laboratórios que aprimorem as tecnologias no decorrer dessa cadeia de negócios, tanto de produtos quanto de materiais. Se ainda assim persistir a ideia de criar algo totalmente novo vale a pena buscar inspiração em quem já vivencia a realidade para verificar se a sua região possui (ou conseguiria criar) as características necessárias para colocar os projetos de pé.

Por fim, cabe lembrar sobre a extrema importância e necessidade de unir todos os agentes que podem fazer esse projeto dar certo. Entidades Empresariais, Escolas, Universidades, Alunos, Empresas e Agentes Públicos. O foco de uma iniciativa como essa deve estar no ganhos que toda a comunidade pode usufruir quando a iniciativa começar a trazer resultados.

E vai! Pode apostar! 

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